Um palco, muitas linguagens
O que acontece quando o jazz encontra o funk carioca? E quando um número da Broadway conversa com o street jazz? O espetáculo REMIX existe, em boa parte, para responder a essas perguntas. Sua proposta é justamente reunir estilos que raramente dividem o mesmo palco e mostrar que, juntos, eles dizem algo novo.
A seguir, um pequeno guia pelas linguagens que se cruzam na obra.
Jazz
O jazz é o ponto de partida — e a assinatura da casa. Berço de boa parte da dança de palco moderna, ele traz a técnica, o swing e a teatralidade que estruturam o espetáculo. É a linguagem que dá liga a todas as outras.
Os grandes musicais e a Broadway
Dos musicais vem o senso de narrativa e grandiosidade. Números da Broadway pedem elenco numeroso, marcação precisa e aquela emoção que só o teatro musical entrega. No REMIX, esse repertório clássico é o material que será reinventado.
Cinema e soul
O cinema entra pelas trilhas que todo mundo reconhece e pela dramaticidade das grandes cenas. Já o soul aporta a emoção, o groove e a voz — território em que a participação especial de Thiago Pantaleão encontra terreno fértil.
Funk e street jazz
É aqui que o espetáculo fica brasileiro e urbano. O funk traz a batida e a identidade carioca; o street jazz e as danças de rua entram com atitude, energia e a estética das quebradas. É o clássico encontrando a cidade.
Pop
Costurando tudo, o pop — a linguagem do agora, que o público reconhece de imediato e que aproxima o espetáculo de todas as gerações.
O sentido da mistura
Reunir jazz, Broadway, cinema, soul, funk, street jazz e pop no mesmo espetáculo não é acaso: é a própria tradução do tema do MoviRio 2026, Cartografias do Corpo Brasileiro. Cada estilo é um território; o REMIX é o mapa que os conecta. E é essa travessia, do clássico ao contemporâneo, que o público poderá ver ao vivo no Teatro João Caetano.
