MoviCast no Spotify: o podcast que leva o universo do festival para seus ouvidos
Festivals culturais têm uma característica que os diferencia de outros eventos: eles geram histórias. Histórias de descoberta, de transformação, de resistência, de encontros inesperados. O MoviRio Festival de Dança do Rio de Janeiro — que desde 2018 conecta bailarinos, escolas, público e parceiros num evento de escala nacional — entendeu cedo que essas histórias precisavam de um espaço próprio para existir além dos palcos e das redes sociais.
Esse espaço se chama MoviCast.
O que é o MoviCast
O MoviCast é o podcast oficial do MoviRio, disponível no Spotify no endereço https://open.spotify.com/show/5xbq3sD8OU5R9E7KJkRvgf. Ele foi criado para dar profundidade ao que acontece no festival — para ir além das imagens e dos vídeos e mergulhar nas conversas, nas reflexões e nos bastidores que raramente chegam ao grande público.
Num festival que já teve mais de 1 milhão de pessoas em uma única edição (a de 2019, durante 21 dias, com parceria com o MetrôRio, reconhecido como o maior festival de dança da América Latina), há uma multiplicidade de perspectivas que nenhuma cobertura jornalística consegue capturar completamente. O MoviCast existe para dar voz a essa multiplicidade.
O que você vai encontrar
No MoviCast, os ouvintes encontram uma variedade de conteúdos que refletem a própria diversidade do festival:
Entrevistas com Carlos Fontinelle, o diretor artístico e criador do MoviRio, que fala sobre a visão artística do festival, os desafios de construir um evento dessa magnitude de forma independente, e os caminhos que percorreu desde a primeira edição, em 2018 no Teatro João Caetano, até a 9ª edição de 2026 na Praça Tiradentes.
Conversas com artistas e coreógrafos, incluindo os vencedores do Prêmio NOC (Novos Coreógrafos), que recebem mais de R$27.000 em prêmios em parceria com a FUNARJ. Esses episódios são especialmente valiosos para quem quer entender como funciona o processo criativo na dança brasileira contemporânea.
Depoimentos de parceiros institucionais, como Fabiano Carneiro (FUNARJ), que afirmou que "o MoviRio já faz parte do calendário nacional", e Taydara Araujo (SECEC/RJ), que descreveu o festival como "indescritível, inacreditável". Ouvir essas vozes em formato de áudio prolongado dá uma dimensão da importância do festival que uma citação de texto não consegue transmitir.
Reflexões sobre dança e cultura, abordando temas como a inclusão de diferentes modalidades (ballet clássico, contemporânea, jazz, street dance, dança afro, samba, gafieira, pole dance, capoeira, folclórica e danças de salão), a presença do samba e da dança afro no festival — reconhecida por Laíza Bastos, da Associação de Passistas do RJ —, e o papel da dança na construção de identidade cultural brasileira.
Bastidores das edições, com relatos de produção, desafios logísticos e momentos que ficaram marcados na memória da equipe: André Adami (produção), Diego Endrigo (comunicação), Gustavo Gelmini e Adriana Korã são parte dessa história.
Por que um podcast faz sentido para um festival de dança
À primeira vista, pode parecer paradoxal: dança é visual, e podcast é auditivo. Mas essa tensão é exatamente o que torna o MoviCast interessante.
Quando retiramos a imagem, somos forçados a usar a linguagem — a descrever o que sentimos, o que vemos, o que imaginamos. Artistas de dança entrevistados em podcast muitas vezes revelam dimensões do seu trabalho que jamais apareceriam num vídeo ou numa foto. A palavra falada tem uma intimidade que a imagem raramente alcança.
Além disso, o consumo de podcast é diferente do consumo de redes sociais. Enquanto um vídeo no Instagram compete com milhares de outros estímulos, um episódio de podcast geralmente é ouvido em contextos de atenção mais concentrada: durante uma viagem, numa corrida matinal, cozinhando, lavando louça. O ouvinte que escolhe ouvir o MoviCast está disponível de uma forma que o usuário de redes sociais raramente está.
O MoviCast e a construção de comunidade
Um dos efeitos mais importantes do MoviCast é a construção de uma comunidade que existe além do período do festival. O MoviRio acontece em agosto, mas o podcast existe o ano inteiro — e isso cria um fio de continuidade que mantém o festival vivo na memória e no cotidiano de seus ouvintes.
Essa comunidade de ouvintes é também uma comunidade de embaixadores: pessoas que, ao ouvir um episódio que as tocou, recomendam o podcast para amigos, compartilham trechos nas redes sociais e levam o nome do MoviRio para círculos que o festival talvez não alcançasse de outra forma.
O Balé Folclórico da Bahia, com seus 37 anos de existência e parceiro do MoviRio, é um exemplo de como o festival conecta tradições e gerações. Episódios do MoviCast sobre grupos com essa trajetória histórica são arquivos vivos da cultura brasileira — documentos sonoros que valerão cada vez mais com o tempo.
Como ouvir
O MoviCast está disponível no Spotify: https://open.spotify.com/show/5xbq3sD8OU5R9E7KJkRvgf
Basta acessar o link, seguir o podcast e você receberá notificações de novos episódios. O conteúdo é gratuito, assim como a entrada no festival — essa é uma escolha deliberada que reflete os valores do MoviRio: democratizar o acesso à cultura, em todas as formas que ela pode assumir.
Se você é bailarino, professor, estudante de dança, pai ou mãe de bailarino, amante das artes ou simplesmente alguém curioso sobre o que acontece nos bastidores de um dos maiores festivais de dança do Brasil, o MoviCast foi feito para você. Dê o play — e descubra que a dança também existe em palavras.
