Artistas convidados do MoviRio: quando grandes nomes da dança brasileira viram o festival ao vivo e se emocionaram
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Artistas convidados do MoviRio: quando grandes nomes da dança brasileira viram o festival ao vivo e se emocionaram

28 de agosto de 2025·MoviRio Festival
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Do Balé Folclórico da Bahia a Carlinhos de Jesus, do Parque Lage ao CCBB — o MoviRio tem uma história de encontros marcantes com grandes nomes da dança e da cultura brasileira. Conheça as histórias por trás dessas presenças.

Artistas convidados do MoviRio: quando grandes nomes da dança brasileira viram o festival ao vivo e se emocionaram

There is a certain kind of validation that no press release or paid advertisement can manufacture: the spontaneous presence of someone who could be anywhere and chose to be there. The MoviRio Festival has accumulated, over its eight editions, a collection of those moments — when great names of Brazilian culture, dance and cinema showed up not because they were invited or paid, but because something about the festival called to them.

No âmbito da dança, do cinema e da cultura popular brasileira, o MoviRio atraiu, ao longo dos anos, presenças que dizem muito sobre o que o festival representa. Glória Pires, Lázaro Ramos, Marieta Severo, Carlinhos de Jesus e Matheus Nachtergaele são alguns dos nomes que compareceram espontaneamente ao festival — sem cachê, sem convite formal, porque simplesmente quiseram estar ali.

Essas presenças não são acidentais. Elas são o resultado de um festival que se construiu com autenticidade, qualidade e uma abertura ao Brasil real que grandes artistas reconhecem e valorizam.

Carlinhos de Jesus: um mestre da gafieira no MoviRio

Se há uma presença que tem um peso simbólico especial no MoviRio, é a de Carlinhos de Jesus. Considerado um dos maiores nomes da gafieira brasileira — essa dança de salão carioca que carrega a alma da cultura popular do Rio de Janeiro —, Carlinhos de Jesus é uma lenda viva da dança no Brasil.

Sua presença no MoviRio não é apenas a de um espectador ilustre. É o encontro de um mestre com um festival que valoriza profundamente as danças de raiz popular. Em um festival que inclui a gafieira entre suas modalidades competitivas, ter Carlinhos de Jesus na plateia é um reconhecimento que os participantes não esquecem. É como um escritor ser avaliado por alguém cujos livros ele leu ao longo da vida — a presença do mestre transforma a experiência.

Glória Pires, Lázaro Ramos e Marieta Severo: o cinema que ama a dança

Glória Pires, Lázaro Ramos e Marieta Severo são três dos nomes mais respeitados do cinema e da televisão brasileiros. Suas presenças espontâneas no MoviRio revelam algo que frequentemente passa despercebido: a proximidade entre as artes visuais e a dança no Brasil.

Lázaro Ramos, em particular, tem uma trajetória marcada pelo engajamento cultural e pela valorização das expressões artísticas afro-brasileiras. Num festival que celebra a dança afro com o mesmo respeito que o ballet clássico, sua presença tem uma dimensão política e cultural que vai além do prestígio pessoal.

Glória Pires e Marieta Severo, ícones de gerações diferentes do entretenimento brasileiro, representam a capacidade do MoviRio de transcender o universo específico da dança e se tornar um evento de interesse cultural amplo — um festival que qualquer pessoa com sensibilidade artística reconhece como importante.

Matheus Nachtergaele e a dança como linguagem universal

Matheus Nachtergaele é um dos atores mais respeitados do Brasil, conhecido por sua entrega física e por uma compreensão do corpo como instrumento expressivo que aproxima o teatro da dança. Sua presença no MoviRio faz sentido numa perspectiva de linguagens artísticas que se reconhecem — um artista que usa o corpo para contar histórias encontrando um festival de artistas que fazem exatamente isso.

Esses encontros entre artistas de diferentes linguagens — que o MoviRio propicia sem planejar — são um dos efeitos mais valiosos do festival. Eles criam pontes entre universos culturais que raramente se cruzam e enriquecem todas as partes envolvidas.

O Balé Folclórico da Bahia: 37 anos de história no palco do MoviRio

O Balé Folclórico da Bahia é uma das companhias de dança mais respeitadas do Brasil e do mundo. Com 37 anos de existência, carrega em seu repertório a essência das manifestações culturais afro-brasileiras — o candomblé, a capoeira, o samba de roda, o maculelê — apresentadas com excelência técnica e profundidade cultural.

A parceria do Balé Folclórico da Bahia com o MoviRio é um dos pontos mais altos da trajetória do festival. Quando uma companhia de 37 anos, com histórico de apresentações nos maiores teatros do mundo, decide participar de um festival relativamente jovem como o MoviRio, isso é um selo de qualidade e de valores compartilhados.

A presença do Balé Folclórico também cumpre uma função educativa fundamental: apresentar ao público carioca — e aos bailarinos de todo o Brasil que vêm ao MoviRio — a riqueza das tradições culturais baianas e, por extensão, da diáspora africana no Brasil. É uma aula de história e cultura que nenhum livro didático poderia oferecer com a mesma força emocional.

Yole Mendonça e o Parque Lage: quando os espaços também se emocionam

Em 2021, quando o MoviRio expandiu sua programação para múltiplos espaços da cidade, o Parque Lage foi um dos cenários escolhidos. Yole Mendonça, à frente do Parque Lage, declarou: "É um prazer receber o MoviRio" — um reconhecimento de que o festival traz para os espaços um público e uma energia que os enriquece.

O Parque Lage é um dos espaços culturais mais amados do Rio de Janeiro — um jardim histórico que abriga a Escola de Artes Visuais e que, ao longo dos anos, tornou-se um dos pontos culturais mais frequentados da cidade. Receber o MoviRio em seu espaço foi, para o Parque, também uma experiência de descoberta — a dança tomando conta de jardins, escadarias e galerias de uma forma que revelou novos potenciais do espaço.

CCBB, EXPOMAG e a peregrinação pelos melhores espaços do Rio

Ao longo de suas edições, o MoviRio percorreu os espaços culturais mais importantes do Rio de Janeiro. O CCBB — Centro Cultural Banco do Brasil, em 2022, recebeu o festival com 450 mil pessoas — um número que poucos eventos culturais conseguem mobilizar em qualquer espaço do Rio. A EXPOMAG, em 2023, ofereceu um espaço de dimensões que permitiram uma escala ainda maior.

Cada um desses espaços tem sua própria história, seu próprio público e sua própria identidade. O MoviRio, ao passar por todos eles, foi construindo uma cartografia da dança no Rio de Janeiro — marcando territórios, estabelecendo conexões, mostrando que a dança pode acontecer em qualquer lugar onde houver pessoas dispostas a ver e artistas dispostos a criar.

A Associação de Passistas do Rio de Janeiro e o reconhecimento do samba

Laíza Bastos, da Associação de Passistas do Rio de Janeiro, foi além do simples aplauso. Ela reconheceu publicamente a abertura do MoviRio para o samba e a dança afro como um gesto de respeito às tradições culturais cariocas. Esse reconhecimento vindo da comunidade do samba — uma das mais orgulhosas e identitárias da cidade — é um dos mais significativos que o festival recebeu.

Ele diz que o MoviRio não é apenas um festival de dança de palco, mas um festival que entende a cidade onde acontece. Que respeita o que ela carrega. Que celebra o que ela produziu — e continua produzindo.

A 9ª edição e os encontros que ainda estão por vir

Cada edição do MoviRio traz seus próprios encontros — artistas, espaços, públicos, momentos que se tornam parte da memória coletiva do festival. A 9ª edição, com o tema "Cartografias do Corpo", de 17 a 30 de agosto de 2026 na Praça Tiradentes, já está sendo preparada com o mesmo cuidado e a mesma ambição que tornaram as edições anteriores memoráveis.

Quem serão os artistas que vão se emocionar ao ver o MoviRio em 2026? Quais encontros inesperados acontecerão nos bastidores da Praça Tiradentes? Quais histórias surgirão quando 1.091 bailarinos de 8 estados brasileiros se encontrarem no mesmo espaço, por amor à dança?

A resposta, como sempre, só o festival pode dar.

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