'Noite histórica': a FUNARJ e o momento em que o Teatro João Caetano ficou lotado
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'Noite histórica': a FUNARJ e o momento em que o Teatro João Caetano ficou lotado

15 de outubro de 2025·MoviRio Festival
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Quando o Teatro João Caetano, o mais antigo do Brasil, fica completamente lotado para um festival de dança, algo especial aconteceu. A parceria entre o MoviRio e a FUNARJ é uma das histórias mais bonitas do festival, e ela começa justamente nessa casa histórica da Praça Tiradentes.

'Noite histórica': a FUNARJ e o momento em que o Teatro João Caetano ficou lotado

Existe algo de quase sagrado no Teatro João Caetano. Inaugurado no século XIX na Praça Tiradentes, no Centro Histórico do Rio de Janeiro, ele é o teatro mais antigo do Brasil em funcionamento — uma casa que já recebeu imperadores, presidentes e os maiores nomes das artes cênicas do país. Quando o MoviRio Festival escolheu essa casa como um de seus palcos principais, não foi por acaso.

O começo de uma história

Foi no Teatro João Caetano que o MoviRio nasceu, na 1ª edição em 2018. Aquela estreia reuniu 5.000 pessoas e durou entre 4 e 5 dias, com o apoio da SECEC/RJ. Era um festival que ainda encontrava seus contornos, mas que já carregava a ambição de algo muito maior.

A escolha da Praça Tiradentes como sede permanente do festival foi uma declaração de intenção: o MoviRio queria ser um festival enraizado na história do Rio, comprometido com o Centro Histórico num momento em que essa região precisava de projetos culturais de impacto.

A FUNARJ entra em cena

A FUNARJ (Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro) é uma das parceiras institucionais mais importantes do MoviRio. A relação entre o festival e a fundação foi se aprofundando ao longo das edições, e em 2021 a FUNARJ foi fundamental para viabilizar o festival em formato híbrido — numa das edições mais desafiadoras da história, quando a pandemia ainda impunha restrições severas.

Fabiano Carneiro, coordenador de dança da FUNARJ, se tornou um dos maiores defensores do festival dentro das instituições culturais do estado. A frase que ele pronunciou ao longo da trajetória do MoviRio ficou como um brasão: "O MoviRio já faz parte do calendário nacional."

O próprio José Roberto Gifford, presidente da FUNARJ, reconheceu a importância do festival para a política cultural do Rio de Janeiro. Ter o presidente de uma das fundações culturais mais importantes do estado declarando apoio público ao festival é o tipo de reconhecimento que se constrói edição após edição, com consistência e qualidade.

A noite em que a casa ficou pequena

Há momentos específicos na trajetória do MoviRio em que o Teatro João Caetano ficou completamente lotado — plateia, balcões e galerias ocupados por um público ávido por dança. Essas noites têm uma qualidade especial que quem esteve lá não esquece: o calor da casa histórica, a acústica que amplifica cada pisada e cada acorde, a sensação de pertencer a algo maior que uma apresentação.

Em 2025, a Mostra Competitiva no Teatro João Caetano voltou a ser um evento de alta procura. O ingresso estava disponível no Sympla, e as sessões se esgotaram rapidamente — um termômetro claro de que o público carioca e dos estados vizinhos reconhece o teatro como um templo da dança durante o festival.

Um teatro, uma cidade, um festival

A parceria entre o MoviRio e a FUNARJ, materializada especialmente no Teatro João Caetano, é mais do que uma questão de logística de venue. É uma aliança filosófica: ambas as partes acreditam que a dança tem poder de transformar espaços, comunidades e vidas.

Quando o Teatro João Caetano está lotado para uma noite de dança brasileira, o Centro Histórico do Rio respira diferente. A Praça Tiradentes vibra. E o MoviRio cumpre sua missão mais fundamental: colocar a dança no coração da cidade maravilhosa.

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