A dança que acolhe todos os corpos
Nem toda criança experimenta o mundo da mesma forma — e o MOVIRIO Festival acredita que isso não pode ser um obstáculo para o acesso à arte. Em parceria com a GAMAJO Inclusão Pedagógica Ltda., o festival realizou duas Sessões Azuis do espetáculo 'Pé de Cachimbo' da Vivá Cia de Dança, especialmente adaptadas para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros públicos com necessidades sensoriais.
A Sessão Azul é um formato de exibição adaptada que surgiu no Brasil em 2016 e rapidamente se disseminou por teatros, cinemas e festivais. No MOVIRIO 2025, ela chegou pela primeira vez ao festival — e o resultado foi transformador.
O que é diferente numa Sessão Azul
As adaptações incluíram redução da intensidade sonora de toda a trilha sonora e dos efeitos ao vivo, iluminação mais suave sem flashes ou escurecimentos abruptos, e eliminação de efeitos surpresa que poderiam causar sobrecarga sensorial. Além disso, a equipe da GAMAJO preparou os funcionários do teatro e a equipe da companhia para lidar com as necessidades específicas do público, criando um ambiente de acolhimento genuíno.
Os ingressos foram a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). As sessões aconteceram nos dias 15 e 16 de agosto, e famílias de diferentes bairros compareceram — muitas pela primeira vez num teatro.
Arte e inclusão como política cultural
A Sessão Azul no MOVIRIO não é apenas um gesto de acessibilidade — é uma declaração política de que a cultura é um direito de todos. Crianças com TEA têm o mesmo direito de experimentar o poder da dança que qualquer criança. O festival se compromete a ampliar essas iniciativas nas próximas edições, tornando a inclusão uma prática estrutural e não eventual.

