Carlos Fontinelle: o fundador e diretor artístico do MoviRio Festival de Dança
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Carlos Fontinelle: o fundador e diretor artístico do MoviRio Festival de Dança

5 de agosto de 2025·MoviRio Festival
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Conheça Carlos Fontinelle, diretor artístico e fundador do MoviRio Festival de Dança, que transformou uma visão artística em um dos maiores eventos de dança do Brasil.

Carlos Fontinelle: o fundador e diretor artístico do MoviRio Festival de Dança

Há nomes que se confundem com os projetos que criam. Carlos Fontinelle é um desses casos raros. Fundador e diretor artístico do MoviRio Festival de Dança, ele não apenas idealizou o festival — ele o respira, o molda e o reinventa a cada edição, há quase uma década transformando o cenário da dança brasileira a partir do Rio de Janeiro.

Desde a primeira edição, em 2018, realizada no histórico Teatro João Caetano — o mais antigo teatro em funcionamento do Brasil —, Fontinelle demonstrou uma capacidade pouco comum: a de unir rigor artístico com amplitude popular. Naquele ano inaugural, o festival reuniu cerca de 300 participantes no palco. O que aconteceu nos anos seguintes superou qualquer expectativa.

De uma ideia a um movimento nacional

A trajetória do MoviRio é insepáravel da visão de seu fundador. Quando Carlos Fontinelle concebeu o festival, seu objetivo era claro: criar um espaço democrático onde a dança — em todas as suas formas, em toda a sua pluralidade — pudesse ser celebrada com a seriedade que merece e com a abertura que o povo carioca exige.

Em 2019, na segunda edição, esse projeto tomou proporções notáveis. Com 21 dias de programação ininterrupta, alcance digital de mais de 1,1 milhão de pessoas nas redes sociais, e o reconhecimento oficial da SECEC-RJ que declarou agosto o Mês da Dança no Rio de Janeiro, o festival passou a ser identificado pela imprensa especializada como um dos maiores festivais de dança da América Latina.

A dança não para — nem em pandemia

Se há algo que define Carlos Fontinelle como gestor e artista é sua resiliência diante do impossível. Em 2020, quando a pandemia de COVID-19 paralisou a cultura mundial, o MoviRio foi o único festival de dança presencial do Brasil naquele ano — com protocolos rígidos aprovados pela FUNARJ (filtros HEPA, controle de acesso). A edição daquele ano foi uma declaração de princípios: a dança não pode parar.

Em 2021, Fontinelle orquestrou uma edição que durou 207 dias — a mais longa da história do festival. O Rio de Janeiro inteiro tornou-se palco: o Parque Lage recebeu a Mostra em setembro com 8.000 pessoas em 2 dias; o Teatro Imperator, em agosto, reuniu 5.000 pessoas em 2 dias; a Casa França-Brasil abrigou a Mostra Nacional de Vídeo Dança. O alcance digital chegou a 1,9 milhão de interações.

O reconhecimento institucional

A qualidade do trabalho de Fontinelle não passou despercebida pelas principais instituições culturais do Brasil. A parceria com a FUNARJ — Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro reflete o reconhecimento institucional consolidado. Fabiano Carneiro, coordenador de dança da FUNARJ, é direto: “O MoviRio já faz parte do calendário nacional da dança.” Taydara Araujo, da SECEC/RJ, vai além: “É indescritível, é inacreditável”.

Em 2022, o festival estabeleceu parceria com o IBERESCENA para a residência internacional da Cia As Palavras (Bélgica) no CCBB — uma conexão artística com o circuito ibero-americano que ampliou o alcance criativo do festival.

O artista que ouve

Uma das marcas de Carlos Fontinelle é sua capacidade de escuta. O MoviRio não é apenas um festival de dança erudita ou contemporânea — é um festival de todas as danças. Ballet clássico, contemporâneo, jazz, street dance, hip-hop, dança afro, samba, gafieira, pole dance, capoeira, dança folclórica: todas têm espaço garantido.

Laíza Bastos, da Associação de Passistas do Rio de Janeiro, reconheceu publicamente a abertura do MoviRio para o samba e a dança afro. O Balé Folclórico da Bahia, com seus 37 anos de existência, foi parceiro em 2025 — uma parceria que só foi possível porque Fontinelle entende que a grandeza de um festival se mede também por quem ele escolhe celebrar.

A 9ª edição e o futuro

Para 2026, na 9ª edição do MoviRio, Carlos Fontinelle escolheu o tema “Cartografias do Corpo Brasileiro”. O festival acontecerá entre os dias 17 e 30 de agosto, tendo como sede principal a Praça Tiradentes, no coração histórico do Centro do Rio de Janeiro.

Os números desta edição já impressionam antes mesmo do festival começar: mais de 2 mil bailarinos inscritos, 522 coreografias, 8 estados brasileiros. Mais de 600 artistas de fora do Rio farão a viagem para dançar no MoviRio.

Esses números são o resultado de quase uma década de trabalho consistente, de uma visão artística clara e de uma liderança que entende que um grande festival não se faz sozinho. Ao lado de sua equipe — André Adami, Diego Endrigo, Gustavo Gelmini e Adriana Korã —, Fontinelle continua construindo algo que vai além de um evento cultural: um patrimônio da dança brasileira.

Impacto que se mede em coberturas e presenças

Em 2025, o MoviRio foi coberto em 86 matérias em 66 veículos de todo o Brasil, incluindo uma presença de 34 segundos no RJTV em formato editorial espontâneo — o tipo de cobertura que não se compra, apenas se conquista com qualidade.

Nomes como Glória Pires, Lázaro Ramos, Marieta Severo e Matheus Nachtergaele compareceram espontaneamente ao festival. Carlinhos de Jesus foi homenageado. Esse é o tipo de magnetismo que um projeto construído com autenticidade gera.

Carlos Fontinelle é a prova viva de que a cultura brasileira tem força quando encontra lideranças comprometidas com ela. O MoviRio não é um festival que acontece apesar das adversidades — é um festival que cresce por causa delas.

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