Quem faz o MoviRio acontecer: os rostos por trás de um dos maiores festivais de dança do Brasil
Quando um festival alcança a magnitude do MoviRio — reunindo mais de mil bailarinos, representando oito estados, gerando quase R$ 3,2 milhões em valoração de mídia — é natural perguntar: como isso é possível? A resposta está nas pessoas. Em uma equipe que, edição após edição, se dedica com profundidade a transformar uma visão artística em experiência real para bailarinos e público.
O MoviRio é, acima de tudo, uma obra coletiva. Mas toda obra coletiva tem seus protagonistas, e conhecê-los é também entender melhor o festival que eles constroem juntos.
Carlos Fontinelle — Diretor Artístico e Fundador
Tudo começa com Carlos Fontinelle. É dele a faísca original que, em 2018, deu origem ao MoviRio no palco do Teatro João Caetano — o mais antigo teatro em funcionamento do Brasil. Naquele ano inaugural, 5.000 pessoas passaram pelo festival. Parecia um sonho realizado. O que veio depois superou qualquer projeção.
Fontinelle é o curador da alma do festival. É ele quem define o tema de cada edição — e a escolha de "Cartografias do Corpo" para 2026 não é acidental. Reflete uma preocupação filosófica com o que significa habitar um corpo, mover-se pelo mundo, cartografar através do gesto. Cada detalhe da programação artística passa pelo seu olhar: quem são os artistas convidados, quais modalidades ganham destaque, como os espaços são usados para potencializar a experiência do espectador.
Mas Fontinelle não é apenas um curador de gabinete. Ele está presente — nas negociações com parceiros, nos bastidores das apresentações, nas conversas com os bailarinos. Sua presença é um dos elementos que fazem o MoviRio ter a coesão e a identidade que tem.
André Adami — Produção Executiva
André Adami é o arquiteto invisível do MoviRio. Enquanto Fontinelle sonha, Adami viabiliza. Sua função como produtor executivo é garantir que cada elemento do festival — logística, infraestrutura, financiamento, parcerias, credenciamento de artistas e imprensa — funcione como um relógio suíço.
Na prática, isso significa coordenar a participação de 2.405 escolas de dança de 8 estados brasileiros, receber mais de 600 artistas vindos de fora do Rio, negociar com parceiros como FUNARJ, SECEC/RJ, IBERESCENA e Ibermedia, e garantir que cada um dos 1.091 bailarinos inscritos na edição de 2026 tenha as condições adequadas para se apresentar.
Adami foi o responsável por manter o festival funcionando durante a pandemia de 2020 — um feito que exigiu criatividade logística, rigor sanitário e determinação. Em 2021, coordenou a edição de 207 dias — a mais longa da história —, mantendo o festival ativo em múltiplos espaços da cidade simultaneamente. São marcas de um produtor que não recua diante do impossível.
Diego Endrigo — Comunicação
Se o MoviRio alcançou uma valoração de mídia de R$ 3.145.671 em 2025, com 86 matérias publicadas em veículos do Brasil inteiro e 34 segundos no RJTV em formato editorial, muito desse resultado se deve ao trabalho de Diego Endrigo, responsável pela comunicação do festival.
A cobertura do MoviRio inclui veículos como O Globo, G1, Veja Rio, EBC/Agência Brasil, Click on Dance, Agenda de Dança, Sopa Cultural, Concerto e Caras SP — um leque que vai da grande imprensa generalista às publicações especializadas em dança. Construir essa presença exige planejamento estratégico, relacionamento com jornalistas e editores, e uma narrativa consistente sobre o festival que seja ao mesmo tempo verdadeira e cativante.
Endrigo também coordena a presença digital do MoviRio — incluindo o MoviCast, o podcast oficial do festival disponível no Spotify, que leva a dança e as histórias do festival para além das fronteiras do Rio de Janeiro.
Gustavo Gelmini — Colaborador Artístico
Gustavo Gelmini faz parte do time criativo que sustenta o MoviRio. Sua contribuição está no suporte artístico que garante a qualidade e a coerência das propostas cênicas do festival — um olhar que complementa a direção de Fontinelle e que ajuda a manter o nível elevado exigido por um festival com pretensões nacionais.
No ecossistema do MoviRio, onde modalidades tão distintas quanto o ballet clássico e o pole dance, o hip-hop e a gafieira convivem lado a lado, ter profissionais com sensibilidade artística ampla é fundamental. Gelmini representa esse olhar plural que o festival cultiva como princípio.
Adriana Korã — Colaboradora
Adriana Korã completa o núcleo da equipe do MoviRio. Sua presença é parte do compromisso do festival com a diversidade — não apenas das danças, mas das perspectivas que constroem o evento. Num festival que abraça a dança afro, o samba, o folclore brasileiro e as expressões contemporâneas com igual entusiasmo, vozes como a de Korã são essenciais para garantir que essa amplitude seja não apenas programática, mas genuína.
Uma equipe que cresce junto
O que une essa equipe é algo que vai além da competência técnica: é o amor pela dança e a crença de que a cultura transforma vidas. Isso fica evidente nos números — um crescimento de 266% em indicadores-chave entre edições —, mas também nos detalhes: no cuidado com que cada bailarino é recebido, na atenção com que cada parceiro é tratado, na seriedade com que cada comunicado é elaborado.
A FUNARJ, através de Fabiano Carneiro, reconheceu o festival como parte do calendário nacional da dança. A SECEC/RJ, através de Taydara Araujo, declarou que o MoviRio é "indescritível e inacreditável". Personalidades como Glória Pires, Lázaro Ramos, Marieta Severo, Carlinhos de Jesus e Matheus Nachtergaele compareceram ao festival espontaneamente ao longo dos anos — sem convite formal, sem cachê, porque simplesmente quiseram estar ali.
Esse magnetismo não surge do nada. Ele é cultivado, dia após dia, por uma equipe que entende que um festival não é apenas um evento — é uma comunidade, uma tradição, um lugar de pertencimento.
A 9ª edição e o legado em construção
Com o tema "Cartografias do Corpo", o MoviRio 2026 chega à sua 9ª edição maior do que nunca. De 17 a 30 de agosto, a Praça Tiradentes será o epicentro de uma celebração da dança que reúne o melhor do Brasil — e a equipe que torna isso possível já está trabalhando.
Conhecer quem faz o MoviRio acontecer é reconhecer que por trás de todo grande festival há pessoas extraordinárias fazendo escolhas corajosas, trabalhando incansavelmente e acreditando que a dança pode — e deve — transformar o mundo.
