Quem faz o MoviRio acontecer: os rostos por trás de um dos maiores festivais de dança do Brasil
Quando um festival alcança a magnitude do MoviRio — reunindo mais de 2 mil bailarinos, representando oito estados, gerando 86 matérias em 66 veículos de mídia — é natural perguntar: como isso é possível? A resposta está nas pessoas. Em uma equipe que, edição após edição, se dedica com profundidade a transformar uma visão artística em experiência real para bailarinos e público.
O MoviRio é, acima de tudo, uma obra coletiva. Mas toda obra coletiva tem seus protagonistas, e conhecê-los é também entender melhor o festival que eles constroem juntos.
Carlos Fontinelle — Diretor Artístico e Fundador
Tudo começa com Carlos Fontinelle. É dele a faísca original que, em 2018, deu origem ao MoviRio no palco do Teatro João Caetano — o mais antigo teatro em funcionamento do Brasil, na Praça Tiradentes. Naquele ano inaugural, 300 participantes e 30 escolas no palco marcaram o início de uma trajetória que superaria qualquer projeção.
Fontinelle é o curador da alma do festival. É ele quem define o tema de cada edição — e a escolha de "Cartografias do Corpo Brasileiro" para 2026 não é acidental. Reflete uma preocupação filosófica com o que significa habitar um corpo, mover-se pelo mundo, cartografar através do gesto. Cada detalhe da programação artística passa pelo seu olhar.
Mas Fontinelle não é apenas um curador de gabinete. Ele está presente — nas negociações com parceiros, nos bastidores das apresentações, nas conversas com os bailarinos. Sua presença é um dos elementos que fazem o MoviRio ter a coesão e a identidade que tem.
André Adami — Produção
André Adami integra a equipe de produção do MoviRio. Sua função é garantir que os elementos do festival — logística, infraestrutura, parcerias, credenciamento de artistas e imprensa — funcionem de forma coordenada.
Adami estava na equipe durante a pandemia de 2020 — quando o MoviRio se tornou o único festival de dança presencial do Brasil naquele ano — e na edição de 207 dias em 2021, que se espalhou por múltiplos espaços da cidade simultaneamente. Em 2021, também atuou como câmera e editor do Álbum Visual do festival.
Uma equipe que cresce junto
O que une essa equipe é algo que vai além da competência técnica: é o amor pela dança e a crença de que a cultura transforma vidas. Isso fica evidente no crescimento consistente do festival ao longo das nove edições, mas também nos detalhes: no cuidado com que cada bailarino é recebido, na atenção com que cada parceiro é tratado.
A FUNARJ, através de Fabiano Carneiro, reconheceu o festival como parte do calendário nacional da dança. A SECEC/RJ, através de Taydara Araujo, declarou que o MoviRio é "indescritível e inacreditável". Personalidades como Glória Pires, Lázaro Ramos, Marieta Severo, Carlinhos de Jesus e Matheus Nachtergaele compareceram ao festival espontaneamente ao longo dos anos — porque simplesmente quiseram estar ali.
Esse magnetismo não surge do nada. Ele é cultivado, dia após dia, por uma equipe que entende que um festival não é apenas um evento — é uma comunidade, uma tradição, um lugar de pertencimento.
A 9ª edição e o legado em construção
Com o tema "Cartografias do Corpo Brasileiro", o MoviRio 2026 chega à sua 9ª edição maior do que nunca. De 17 a 30 de agosto, a Praça Tiradentes será o epicentro de uma celebração da dança que reúne o melhor do Brasil — e a equipe que torna isso possível já está trabalhando.
Conhecer quem faz o MoviRio acontecer é reconhecer que por trás de todo grande festival há pessoas extraordinárias fazendo escolhas corajosas, trabalhando incansavelmente e acreditando que a dança pode — e deve — transformar o mundo.
