Glória Pires no MoviRio 2025: quando a dança une cultura e celebridade no Rio
Há eventos que transcendem o palco. O MoviRio Festival de Dança do Rio de Janeiro é um deles. Na edição de 2025 — a 8ª do festival, realizada ao longo de 21 dias com a Praça Tiradentes como epicentro —, a energia das apresentações atraiu não apenas milhares de cariocas e turistas, mas também nomes que fazem parte do imaginário cultural do Brasil. Entre eles, Glória Pires, uma das atrizes mais queridas e respeitadas do país.
A presença da atriz foi espontânea, como tantos outros rostos famosos que o MoviRio atrai pela força da sua programação gratuita e aberta ao público. Glória Pires esteve entre os espectadores que assistiram às apresentações no Centro Histórico do Rio, numa cena que resume bem o espírito do festival: a dança como linguagem universal, capaz de reunir o povo simples da periferia, os estudantes de ballet da Zona Norte e os grandes nomes da cultura nacional num mesmo espaço de encantamento.
Um festival que virou ponto de encontro cultural
O MoviRio 2025 registrou uma valoração de mídia impressionante: R$ 3.145.671, resultado de 86 matérias em veículos como O Globo, Veja Rio, G1, Caras SP, RJTV 1ª Edição (Rede Globo) e EBC/Agência Brasil. O RJTV sozinho dedicou 34 segundos ao festival — o que no mercado equivale a R$ 317.050,17 em valor publicitário.
Esse alcance não acontece por acaso. Desde a primeira edição, em 2018, no Teatro João Caetano — o mais antigo do Brasil —, o festival construiu uma reputação de qualidade artística e acolhimento que vai muito além da competição de coreografias. A Veja Rio descreveu o MoviRio como evento essencial da agenda cultural carioca, e não é difícil entender por quê.
A dança que encanta quem vê
Na edição de 2025, o grande destaque artístico foi o var(--color-asfalto)]">Balé Folclórico da Bahia, grupo com 37 anos de trajetória e turnê por mais de 30 países, que escolheu o MoviRio para iniciar sua turnê pelo Rio de Janeiro — [conforme noticiado pela EBC/Agência Brasil. Ver um grupo desse porte dividir o espaço com jovens bailarinos de escolas do interior de Minas Gerais ou do subúrbio carioca é o tipo de experiência que justifica a presença de qualquer pessoa comprometida com a cultura brasileira.
Não é à toa que Glória Pires, Lázaro Ramos, Marieta Severo, Matheus Nachtergaele, Carlinhos de Jesus, Ângela Vieira, Dona Dea Lúcia e Clara Buarque — entre outros — estiveram presentes ao festival em 2025. São artistas que compreendem o valor de um evento que, como disse Fabiano Carneiro, coordenador de dança da FUNARJ, "já faz parte do calendário nacional".
O que o festival diz sobre o Rio
A Praça Tiradentes, coração do Centro Histórico, é o palco perfeito para esse encontro. Rodeada pelo Teatro João Caetano, pelo Teatro Carlos Gomes e por uma história que remonta ao Brasil Império, a praça se transforma em setembro numa sala a céu aberto onde qualquer passante pode se tornar espectador de dança de alto nível — sem pagar nada.
É esse o MoviRio. Um festival que atrai 1.091 bailarinos de 8 estados, que reúne 522 coreografias, que distribui mais de R$ 27.000 em prêmios para novos coreógrafos, e que tem a generosidade de abrir suas portas para a cidade inteira. A presença espontânea de Glória Pires é apenas o reflexo natural de tudo isso: quando a arte é verdadeira, ela chama.
